Quarta-feira, 19 de Julho de 2006

Complexidade

               O ser humano é deveras fantástico, capaz de construir muralhas que se perdem por quilómetros visíveis inclusive do espaço, capaz de fazer-se aterrar em planetas distantes encurtando distancias imensuráveis, consegue construir impérios de vasta extensão e com a mesma facilidade destruí-los, consegue descobrir curas para doenças fatais, consegue transformar o vazio e inútil em belo e necessário e poderia preencher várias páginas com os feitos alcançados por nós humanos, incluindo as dificuldades que superamos dia-a-dia... “o Homem sonha, a obra nasce”.

No entanto falhamos redondamente numa das capacidades que penso que deveriam ser mais simples para nós, até mesmo e de certa forma inatas em todos. De que falo então?! Da capacidade de nos compreendermos uns aos outros! Se não vejamos e pensem bem... como um dia um treinador meu me disse: ”somos todos (basicamente) feitos da mesma forma e matéria”, todos passamos por várias “etapas” (nascer, crescer...), crescemos basicamente (exceptuando algumas situações) num mesmo meio... não é caso de uns serem de Marte e outros de Vénus! Não! Somos todos do mesmo planeta!

Então porque falhamos tão escandalosamente na capacidade de nos percebermos?! Certo é que, cada ser é um ser, e cada um obedece e vive sob uma série de variâncias e complexidades, o que torna tudo muito mais crítico quando o assunto entra no campo amoroso, então aí a complexidade multiplica-se por milhões de vezes, aumentando exponencialmente a falha em entendermo-nos... o que para uns é um claro sinal de interesse para outros pode passar desapercebido, ou mesmo ter o sentido inverso ao esperado... quantos já não passaram pelo suplício: “será que devo telefonar-lhe? Será que devo dar a entender o quanto gosto dela(e) e o quanto é importante para mim? Não quero pressionar-lhe, ou perder a amizade que já estabelecemos, fazendo com que se afaste... o que fazer?!” Aposto que todos já passamos mais cedo ou mais tarde por este dilema, e nem sempre a sabedoria popular se ajusta, como é costume dizer: “quem não arrisca não petisca” pode ser um passo bem em falso... não é fácil.

Angustiante... os dias passam dolorosamente devagar, olhamos para o telemóvel de instante a instante, todas as canções que ouvimos parecem falar de nós, conhecem surpreendentemente a nossa história... tudo perde o gosto, a cor, a alegria... e sentimo-nos sós, vazios! O telefonema nunca chega, os dias convertem-se em semanas, semanas em meses... e a proximidade que havia é substituída pela distancia e pela indiferença.

Como alguém um dia me disse: “devemos dizer na hora o que pensamos, e não guardar para outro dia!” concordo, como poderia discordar?! Para o bem ou para o mal concordo! No entanto é muito mais simples dizer que fazê-lo... então como agir?! A equação que resolve o problema da complexidade em compreendermo-nos não é de resolução fácil (pelo menos para mim, não o é...) portanto lanço desde aqui um apelo a todos... se conhecem a solução, partilhem e não a guardem só para vocês!! Mas como isso não me parece que venha acontecer num futuro próximo, deixo aqui a minha solução... cada um de nós deveria vir com um manual de utilização! Não tornaria tudo muito mais simples???

  

smp, TJ* (Y si me entrego a ti sincero y te hablo al corazón espero que no me devuelvas un adiós)

 

palavras que não são minhas, que representam sentimentos que são meus: 
Se apaga el sol en mi ventana y hace tiempo que ya no sé de ti, dime cómo te ha ido, si también 
estás sola y si piensas en mí, sigo aquí... y cada día, cada hora, cada instante pienso en ti y no lo ves, 
no me crees
*faltam 5 dias, será que te lembrarias...

. indiferente às 01:40
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2 comentários:
De Devil_Red a 3 de Agosto de 2006 às 02:03
que posso eu dizer? complicada, eu? muito. simplista? nem por isso. manual de instruções? bem que necessitava. há partes de mim que bem precisava de alguma instrução para mim mesma (redundante, eu sei =P)...

“será que devo telefonar-lhe? Será que devo dar a entender o quanto gosto dela(e) e o quanto é importante para mim? Não quero pressionar-lhe, ou perder a amizade que já estabelecemos, fazendo com que se afaste... o que fazer?!” ---} ja passei por uma situação igual de uma pessoa que eu gostava muito... mas a vida dá tantas voltas e agora... nunca mais o vi. também, segui em frente. não vale a pena ficar preso ao passado, porque a vida proporciona coisas muito boas e conhecemos outros que... o resto depois, o futuro dirá.

seja como for, e dizendo algo um bocadito fora do assunto, e sendo extremamente sincera, eu acho que a vida... é tão boa... tão maravilhosa... não deixes que o teu espirito se entristeça com o passado... olha em volta e vais ver... quando menos esperas... a vida mostra-te coisas mesmo boas. falo-te do fundo do coração. vejo (penso eu de que...) que ainda estás com o coração "aprisionado" por alguém. será que esse "alguém" merece? se me enganei... peço desculpa.

e já agora, desculpa ter divagado muito... mas hoje foi um dia daqueles... aposto que tu ja os tiveste, certo?

"Forget this life
Come with me
Don't look back you're safe now
Unlock your heart
Drop your guard
No one's left to stop you"...

procura. vais gostar. =)

beijinhos gigantescos e força ai******


De indiferente a 3 de Agosto de 2006 às 22:20
Bem, queria mais uma vez agradecer-te a compreensão e o facto de mais uma vez teres tido a paciência para ler mais um post e ainda por cima comentares. de facto é engraçado ver como as pessoas se identificam com o que escrevo, sendo que muitas vezes o que escrevo baseia-se em coisas que vivenciei, logo e consequentemente estão a identificar-se com o que vivi. quanto ao facto de teres divagado no teu comentário, não tens de pedir desculpa, foi com essa intenção que criei este blog, para que de certa forma se possa falar livremente do que nos vai na alma, portanto ja sabes, continua! e mais tou a ver que a tua selecção musical é muito semelhante à minha... evanescence - anywhere , muito bom... jinho e fica bem...


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